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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

e/b/m learning - e o novo conceito de Cloud Computing

Quais serão as principais diferenças entre os conceitos de e-learning, b-learning e m-learning?

e-learning: modalidade de ensino não presencial cuja essência se baseia numa perspectiva colaborativa, onde há interacção entre Professor e Aluno e onde por vezes, há também interacção entre os próprios alunos.

b-learning: pode ser considerado um modelo misto (híbrido), onde são combinados os métodos presencial e à distância. Importa referir que a maior parte é à distância.

m-learning: é uma modalidade de ensino à distância que se caracteriza pela interacção entre os seus membros ser feita através de dispositivos móveis.

Importa associar estas definições, especialmente a última a um novo conceito que está em grande destaque nas Tecnologias de Informação: o Cloud Computing.

Trata-se de um "serviço" fornecido pela "Internet" e onde se pode ter acesso a uma série de aplicações, dados e informação, sem necessidade de capacidades de armazenamento próprias nem disponibilidade de software. Tudo está na rede.
Esta abordagem é uma força impulsionadora importante para que os novos conceitos de ensino e aprendizagem se modifiquem completamente.

Imagine-se uma Instituição de Ensino, suportada numa nuvem "Cloud Computing", a que todos os seus alunos e Professores possam aceder, de qualquer local, a qualquer hora, sem necessidade de grandes equipamentos, sem necessidade de software específico... será, sem dúvida, a melhor forma de potenciar o trabalho colaborativo.

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Referências:
Gomes, M. (2005). e-Learning: Reflexões em torno do conceito. Consultado a26 de Janeiro de 2010, disponível em http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/2896
Imagem retirada de: http://www.brainstuck.com/tag/storage/ consultado a 26/Janeiro/2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Na senda da inovação tecnológica na educação a distância

Após a leitura do texto "Na senda da inovação tecnológica na educação a distância" da Professora Maria João Gomes, e depois da realização de um comentário crítico ao mesmo, deixo por aqui, algumas das ideias que nele desenvolvi.

Ao longo das últimas décadas a escolaridade da população portuguesa tem melhorado significativamente, fruto não só das medidas legislativas que tornaram a escolaridade obrigatória, mas também, da possibilidade que muitas pessoas tiveram de aceder à escola em zonas desfavorecidas e de difícil acesso. Podemos observar aqui as duas primeiras gerações de ensino à distância (a que passaremos a referir-nos pela sigla EaD), o ensino por correspondência e o ensino através de emissões radiofónicas e televisivas.

Posteriormente, quando entrámos naquela que ainda hoje chamamos “era tecnológica”, quando surgiram e se expandiram com enorme rapidez os meios informáticos, suportados por redes de comunicação e suportes digitais e onde assumiu particular importância o correio electrónico, o EaD apoiou-se em materiais mais interactivos, a comunicação entre aluno e professor tornou-se muito mais frequente e começou a aparecer, embora com pouco significado, a comunicação entre os alunos. A velocidade com que as tecnologias se generalizaram, bem como a diminuição dos preços de acesso às mesmas, provocou o nascimento de uma quarta geração de EaD, denominada de “aprendizagem em rede”.

Pouco tempo depois, a generalização do uso dos telemóveis, associada às imensas potencialidades técnicas dos mesmos fez nascer os chamados “nativos digitais”, a geração do mobile-learning, onde professores e alunos passaram a estar numa situação de permanente conectividade, onde quer que estivessem, o espaço físico deixou de ser uma condicionante.

Não podemos negar que estamos de facto a viver esta fase, aliás, até já estamos num “ambiente virtual imersivo”, conceito vaticinado no artigo “Na senda da inovação tecnológica na Educação a Distância”. O que nos parece no entanto é que, todas estas características das quinta e sexta gerações, não estão de todo integradas nos alicerces com que o nosso sistema de ensino se está a construir. Estão presentes nos dias de hoje, mas ligadas aos comportamentos sociais e não profundamente assimilados a nível profissional.

Por mais que o EaD autonomize o aluno e “liberte” o professor, o relacionamento terá sempre que existir, pois só assim estará assegurada a validade de uma plataforma colaborativa e a consequente construção conjunta de conhecimento.

Em jeito de conclusão... (a publicação do texto na íntegra ocorrerá num momento futuro...)!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mostra-me o teu e-portefólio, e dir-te-ei quem és!

O título deste post surgiu-me quando associei a frase do escritor uruguaio Eduardo Galeano, “Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos”, à temática em discussão na disciplina: e-portefólios!

Um e-portefólio é uma colecção de artefactos digitais incluindo demonstrações, recursos e realizações que representam um indivíduo, grupo ou instituição. … Os e-portefólios motivam a reflexão pessoal e frequentemente envolvem a troca de ideias e o feedback” (Lorenzo; Ittelson, 2005).

Quando há uns anos atrás me atrevi a solicitar aos meus alunos a elaboração de um portefólio para a disciplina de Economia do 11.º ano, tinha algumas expectativas quanto à motivação que aquele novo instrumento seria capaz de proporcionar. Pouco tempo depois verifiquei que não eram mais do simples dossiers organizados com os materiais das aulas, muito pouca pesquisa autónoma, muito poucas reflexões.

Uns anos depois, quando tive a possibilidade de ver alunos a construírem os seus e-portefólios, fiquei surpreendido por ver a vontade e o gosto com que os mesmos eram cuidados. Diziam eles: “Isto tem de ficar bem feito, toda a gente vai ver!

Além das vantagens que as tecnologias proporcionam, especialmente o acesso aos mesmos em qualquer lugar e a qualquer altura, considero que as grandes vantagens relativamente aos portefólios tradicionais são:

- O público é imenso, deixa de ser só o Professor e alguns colegas a ver e pode ser o “mundo inteiro”. Isto faz com que os alunos se esmerem na partilha dos seus melhores materiais, vão ter mais cuidado na sua elaboração porque querem sentir orgulho quando o seu trabalho for visto: pelo professor, amigos, colegas, família.

- Permite uma reflexão mais profunda, pois a troca de comentários e a partilha de opiniões e sugestões, desperta a capacidade de reflexão e estimula a criação de novas ideias.

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Este post foi escrito após a leitura do artigo: Potencial Educativo dos e-portefólios de Maria João Gomes e Ana Paula Alves, disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/10922

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Distância, mas só às vezes ...

Nas leituras em que estou mergulhado para a elaboração do trabalho de Metodologias de Investigação em Educação encontrei uma frase, numa entrevista ao Dr. João Paiva, que não posso deixar de partilhar:

"a aula ideal do futuro, na minha perspectiva, será bastante suportada tecnologicamente, com recursos complementares digitais, com e sem fio, com bastantes alternativas síncronas e assíncronas de aprendizagem, permitindo respeitar ritmos próprios, superar barreiras geográficas e trabalhar colaborativamente. Mas o homem em primeiro lugar! Se eu não puder cheirar a manhã de orvalho, se não puder ouvir o "barulho da escola", se eu não puder abraçar um aluno que ria ou que chore, eu não quero lá estar!..."

in http://www.educacao.te.pt/cultura_lazer/index.jsp?p=24&idEntrevista=113

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Primeiras impressões …

Uma das razões que me levou a candidatar-me a este mestrado foi o facto de ter uma componente não presencial. Pode parecer uma razão comodista mas a verdade é que se trata de uma razão que permite uma maior margem de manobra, maior do que nos mestrados em que a componente presencial é obrigatória e se espalha por um dia inteiro, e por vezes mais.

É claro que esta vantagem, que nos permite trabalhar on-line no conforto das nossas casas, obriga-nos a criar um outro tipo de disponibilidade para a execução dos muitos trabalhos solicitados.

Num mestrado com esta componente on-line não podia faltar uma unidade curricular que se ocupasse da temática do ensino não presencial, que nos dê a conhecer diferentes práticas desta modalidade e que nos oriente no sentido de conhecer as novas competências que se exigem a todas as partes envolvidas naquele que é, sem dúvida, o ensino do futuro.